Thursday, September 28, 2006

Por Samuel


(Ao Amigo morto aos dezenove anos)

O tempo leva a verdade
Incutida nos olhos serenos
Já fadados do dia e rotos do sol,
Faz transcender a memória.

De um outro lado
A ilusão que clama:
“Descreia sobre o que lês”.

Esteve em todos os nossos lugares,
Real e imortal,
Como melancólico som
De um saxofone;
Deixou de ser estrela
Para soar celeste e eterno.

Plínio PS 11/ 06/06.

Friday, September 22, 2006

[...Universo em pontos]

Perseguidor do signo perfeito,
Do vernáculo escondido
Do ósculo perdido
Amor em suor e paixão.

Decresce a lagrima infinita,
O pulsar do peito vivo
Cresce, cresce...
Em si incógnita, estrofe oculta...

[...]

O ponto transcendental
O verso certo,
O inverso, perto...

No vermelho quente: movimento,
Vibrante melodia...

No vazio silencioso: misterioso verbo,
Universo em pontos...

Plínio P.S. 21/07/06